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Choque cardiogênico

Pressão baixa é só metade do diagnóstico — e nenhuma bomba de infusão trata a causa. Esta prescrição é: reconhecer pela perfusão, achar o mecanismo, sustentar com a sequência certa e escalar cedo.

Serve para o choque cardiogênico — hipoperfusão por falência da bomba, com IAM respondendo pela maioria dos casos. As doses e diluições das vasoativas não moram aqui: vivem revisadas na página de drogas vasoativas, e os perfis de choque nos padrões hemodinâmicos — esta página organiza a sequência e as decisões.

Antes de prescrever qualquer item desta página.

As condutas seguem ACC 2025 (orientação de choque cardiogênico), AHA/ACC/HFSA 2022 e a classificação SCAI, e não substituem o protocolo do seu serviço. Choque cardiogênico é doença de equipe e de logística: metade da prescrição é o telefonema certo na hora certa.

Como usar.

A ordem é a do raciocínio: reconhecer e nomear (perfusão + mecanismo), sustentar a perfusão na sequência certa, tratar a causa e escalar cedo. Dose visível quando a dose é desta página; quando é da página do Hemo, o link leva até ela.

Item por item

Diagnosticar pela perfusão — não só pela PAS
e estadiar (SCAI A–E): o estágio muda a pressa e o destino
Hipoperfusão = lactato ↑, diurese < 0,5 mL/kg/h, extremidades frias/moteadas, sensório lentificado — com ou sem PAS < 90
SCAI: B (hipotenso perfundindo) · C (hipoperfusão precisando de droga) · D (deteriorando/escalando) · E (colapso/PCR) — reavaliar o estágio a cada mudança
Por quê & armadilhas

Dividir o choque em "PAS maior ou menor que 90" perde os dois pacientes mais traiçoeiros: o normotenso hipoperfundido (vasoconstrito, lactato subindo, "pressão boa" no monitor) e o hipotenso crônico que perfunde bem. A pressão é um sinal; o diagnóstico é de perfusão. O estadiamento SCAI existe para a frase "ele está chocando" virar informação: um C que virou D em duas horas é o gatilho objetivo para escalar e transferir — antes do E.

SCAI SHOCK (2022) · ACC 2025 — Concise Clinical Guidance.
Achar o mecanismo em minutos — ECG + POCUS
o choque cardiogênico é um sintoma; a prescrição de verdade é a da causa
ECG imediato — IAM? → a "droga" mais importante do choque é a reperfusão urgente (cate independentemente de horário)
POCUS/eco — VE difuso? VD (TEP? infarto de VD)? mecânica (IM aguda, CIV, tamponamento)? · lactato + gasometria de base para seguir resposta
Por quê & armadilhas

O único tratamento que já provou reduzir mortalidade no choque do IAM é revascularizar (SHOCK) — e da lesão culpada, não de tudo de uma vez (CULPRIT-SHOCK). Toda a farmacologia desta página é ponte para isso. E o POCUS é o que impede a prescrição de trocar de paciente: o VD falido do TEP, o tamponamento e a insuficiência mitral aguda "parecem" choque cardiogênico no monitor e se tratam de maneiras opostas — dois deles pioram com inotrópico dado às cegas.

SHOCK (NEJM 1999) · CULPRIT-SHOCK (NEJM 2017) · ACC 2025.
Noradrenalina primeiro — restaurar a pressão de perfusão
hipotensão com má perfusão; alvo inicial PAM ≥ 65 mmHg
Noradrenalina — alvo PAM ≥ 65 · diluição padrão da casa: 16 mg (4 amp de 4 mg) em 250 mL de SG 5% = 64 μg/mL · iniciar 0,01–0,05 μg/kg/min e titular a cada 2–5 min · referência de vazão: 70 kg a 0,1 μg/kg/min = 6,6 mL/h · veia calibrosa ou central; periférica proximal monitorada serve enquanto o central não vem · tabela completa nas drogas vasoativas
Dopamina não é o padrão — mais arritmia e pior desfecho no choque cardiogênico (SOAP II)
Por quê & armadilhas

A ordem importa: primeiro a pressão que perfunde a coronária (nora), depois o débito (inotrópico). Inotrópico em coração isquêmico hipotenso é pedir mais trabalho a um músculo sem fluxo — taquicardiza, arritmiza e derruba o que restava. A nora restaura a diastólica que alimenta a coronária com menos taquicardia que qualquer alternativa; é por isso que ela é a primeira droga do choque cardiogênico moderno, não a dupla automática.

SOAP II (NEJM 2010) · ACC 2025 · AHA/ACC/HFSA 2022.
Inotrópico depois — se o débito seguir baixo
com PA restaurada e baixo débito documentado (clínica/POCUS/SvO₂) — não "sempre associado"
Dobutamina 2,5–15 μg/kg/min, titulada pela perfusão (lactato, diurese, extremidades), não pela PA · diluição e tabela de vazão nas drogas vasoativas, fonte única do site · vigiar taquiarritmia, hipotensão e consumo miocárdico de O₂
Milrinona (betabloqueado crônico, hipertensão pulmonar) e levosimendana — mais hipotensão; a milrinona acumula na disfunção renal e exige ajuste. A escolha entre dobutamina e milrinona não é hierarquia fixa: pesa PA, ritmo, betabloqueador em uso, rim e fenótipo — doses na página do Hemo
Por quê & armadilhas

"Nora sempre associada a dobutamina" é o automatismo que as diretrizes atuais desmontaram: nem todo choque cardiogênico tem débito baixo depois de restaurada a pressão, e dobutamina tem preço (taquiarritmia, consumo de O₂, hipotensão por β₂). A pergunta antes de ligar a segunda bomba é: restaurei a PAM — a perfusão melhorou? Se sim, não falta inotrópico. Se não, aí sim ele entra, com meta de perfusão explícita para poder ser desligado.

ACC 2025 · AHA/ACC/HFSA 2022 — inotrópico guiado por fenótipo/débito.
Volume: prova pequena, e só sem congestão
o cardiogênico clássico é "frio e úmido" — já está cheio
Sem congestão pela leitura conjunta (perfusão, exame, eco, pulmão seco) e com hipoperfusão: cristaloide 250 mL EV em prova, reavaliando perfusão e congestão após cada alíquota
VCI pequena sozinha não indica volume, e VCI cheia sozinha não o proíbe — no choque cardiogênico ela reflete a bomba, não a volemia. Usar perfusão, congestão, eco e resposta dinâmica; hemodinâmica invasiva quando a leitura ficar incerta
Congesto: o item vira diurético (08) — mas choque misto existe (séptico sobreposto, sangramento, jejum prolongado): "volume zero" não é regra universal, é a conduta do congesto
Por quê & armadilhas

O reflexo "hipotensão → soro aberto" pertence a outros choques. No cardiogênico o problema não é falta de volume, é bomba — e volume extra vira pressão de enchimento, congestão pulmonar e um VE ainda mais distendido. A exceção real existe (infarto de VD, paciente diurético-depletado) e é o POCUS quem a identifica; mesmo nela, volume é alíquota com reavaliação, nunca vazão livre.

ACC 2025 · ESC/AHA — fluido criterioso no choque cardiogênico.
Escalar cedo — o telefonema é parte da prescrição
ajuste fino primeiro; persistiu — SCAI C sem melhora, ou qualquer D — falar com centro com suporte mecânico AGORA
Antes de escalar, reavalie e ajuste fino — em ciclos curtos: a volemia está certa? a droga e a dose estão certas? o ritmo está controlado? a causa mecânica (CIV, insuficiência mitral aguda, ruptura) foi excluída pelo eco? Muita "refratariedade" é conduta por acertar
Gatilhos objetivos: lactato não cai em 2–4 h · escalando droga sem meta atingida · diurese parada → contato com centro de referência (suporte circulatório mecânico, time de choque)
O que a evidência diz do suporte mecânico: BIA de rotina não (IABP-SHOCK II) · ECMO de rotina não (ECLS-SHOCK) · bomba microaxial em IAM-choque selecionado reduziu mortalidade (DanGer Shock) — a seleção é tudo: vale para pacientes e centros parecidos com os do ensaio, não para todo choque, e não pode atrasar a revascularização nem a correção de causa mecânica. Decisão do shock team
Por quê & armadilhas

Choque cardiogênico mata em horas, e a droga vasoativa não é tratamento — é cronômetro: cada escalada de dose comprando pressão às custas de isquemia periférica é o sinal de que a janela de transferir está fechando. O erro de sistema clássico é ligar para o centro de referência quando o paciente já está em SCAI E com três drogas no teto. A hora do telefonema é quando o lactato não cai, não quando a PA não sobe mais.

DanGer Shock (NEJM 2024) · ECLS-SHOCK (NEJM 2023) · IABP-SHOCK II · ACC 2025.
Remédios de casa: suspender — e lembrar de devolver
no choque, o cardioprotetor crônico vira depressor agudo
Suspender betabloqueador, IECA/BRA, espironolactona e demais anti-hipertensivos enquanto houver choque · reintroduzir gradualmente na recuperação, antes da alta — anotar na evolução para não esquecer
Por quê & armadilhas

Aqui, diferentemente do EAP compensado, a suspensão é regra: inotropismo negativo e vasodilatação são exatamente o que o choque não tolera. As duas armadilhas são as pontas: manter betabloqueador "porque ele usa há anos" no paciente em nora — e o oposto, dar alta semanas depois sem nunca ter devolvido as drogas que reduzem mortalidade. A prescrição de suspender só está completa com a data de reavaliar.

AHA/ACC/HFSA 2022 · ACC 2025.
Furosemida — depois da perfusão, contra a congestão
com PAM restaurada e congestão presente; não é droga de resgate de PA
Sem uso prévio: furosemida 20–40 mg EV · usuário crônico: 1–2,5× a dose diária domiciliar EV · reavaliar diurese em 30–60 min, dobrar se insuficiente · alvo: descongestionar com perfusão preservada · vigiar K⁺/Mg²⁺/creatinina
Por quê & armadilhas

A sequência engana: parece contraditório "dar volume zero, subir nora, e então tirar volume com diurético" — mas é exatamente o fluxo do frio-e-úmido: primeiro perfusão (nora ± inotrópico), depois descongestão, porque diurético em choque não perfundido só piora o rim que já estava isquêmico. Diurese que retorna, aliás, é o melhor sinal precoce de que a estratégia está funcionando.

AHA/ACC/HFSA 2022 · DOSE (dose no usuário crônico).
Via aérea e sedação — o momento mais perigoso
se IOT for necessária, ela se prepara como um procedimento de risco
IOT só com vasopressor correndo e volume/indutor ajustados ao choque — indutor em dose reduzida, preferindo agentes hemodinamicamente estáveis conforme o protocolo do serviço · sedação de manutenção na menor dose que atinja o alvo (RASS 0 a −2), lembrando que propofol em disfunção grave derruba PA — titulação e diluições no módulo de Ventilação Mecânica
Por quê & armadilhas

Indução + pressão positiva no coração falido é a receita da parada peri-intubação: o simpático que sustentava o paciente desliga com o indutor, e o retorno venoso cai com a VPP. Preparar é prescrever: nora já correndo, dose de indutor reduzida, e alguém com a mão no vasopressor durante a laringoscopia. Depois, sedação é ferramenta de acoplamento à VM — não de "apagar" um paciente cujo cérebro é justamente o órgão que se quer perfundir.

Princípios de via aérea no choque — protocolo institucional manda na escolha do indutor.
Kit do crítico — medir para poder titular
choque em vasopressor é paciente de UTI, com métricas de hora em hora
PA invasiva se difícil controle, piora progressiva ou medida não invasiva pouco confiável · diurese horária (SVD) · lactato seriado 2–4 h · eletrólitos e função renal · HGT 6/6 h (alvo 140–180, protocolo do serviço) · dieta zero na instabilidade → enteral trófica quando perfusão estabilizar · profilaxia de TEV se sem anticoagulação plena · IBP se indicação do protocolo (VM, coagulopatia)
Por quê & armadilhas

Vasoativa sem métrica é chute contínuo: o trio lactato–diurese–extremidades é o painel que diz se a estratégia funciona, e é ele que alimenta a decisão de escalar do item 06. A dieta segue a perfusão: intestino chocado não absorve — zero na instabilidade, trófica cedo assim que estabiliza (não esperar "resolver tudo" para nutrir). E glicose EV de rotina "para dar caloria" não substitui nutrição — individualizar com a equipe.

ADA 2026 (glicemia) · ESPEN 2023 (nutrição no choque).
Dieta
a primeira linha da prescrição que todo mundo escreve no automático
Dieta conforme o quadro — via oral se desperta, deglute e não há procedimento previsto · zero se rebaixado, instável ou com via aérea em risco, reavaliando cedo · sonda enteral se o jejum passar de 48–72 h
Jejum tem data e hora — escrever o motivo e quando reavaliar. "Jejum" sem prazo vira desnutrição de terceira semana
Disfagia: triagem antes da primeira colher em qualquer rebaixamento, AVC ou pós-extubação — falhou, sonda; a medicação também passa por ela
Por quê & armadilhas

O jejum prolongado é a prescrição mais barata de escrever e uma das mais caras de sustentar: cada dia sem aporte custa massa muscular num paciente que vai precisar dela para desmamar, sentar e andar. A pergunta de visita não é "está em jejum?", é "por que ainda está, e até quando?".

Cuidados de enfermagem — a rotina que evita a segunda doença
decúbito, pele, cabeceira e oxigênio: o que não aparece na evolução até virar problema
Sinais vitais e rotina de UTI 2/2 h (espaçar conforme estabilidade) · balanço hídrico e diurese registrados
Cabeceira 30–45° — reduz aspiração e pneumonia associada à ventilação · abaixar só com motivo escrito (choque, procedimento)
Mudança de decúbito 2/2 h + avaliação diária da pele nas proeminências (sacro, calcâneo, occipital, trocânter) · colchão de redistribuição de pressão no imóvel
Curativos inspecionados por turno; datar a troca · higiene oral com antisséptico no intubado · olhos lubrificados no sedado
Fisioterapia — fisioterapia motora e respiratória desde o primeiro dia, conforme tolerância
Oxigênio conforme necessidade: SpO₂ 90–96% na maioria dos adultos · 88–92% se houver DPOC ou risco de hipercapnia. Oxigênio é droga: tem alvo, tem dose e tem excesso
Por quê & armadilhas

Estes itens não competem com a doença principal — eles decidem se o paciente sai da UTI com a doença resolvida e o corpo inteiro, ou resolvido e com uma lesão por pressão em sacro que vai custar meses. Lesão por pressão, pneumonia por aspiração e fraqueza adquirida na UTI são as três complicações que a prescrição previne com linhas que ninguém lê.

A cabeceira elevada é o exemplo perfeito: é gratuita, tem efeito documentado sobre pneumonia associada à ventilação, e é a primeira coisa que se perde quando o leito é abaixado para um procedimento e ninguém sobe de volta.

Profilaxia de úlcera de estresse — só com indicação
não é carimbo de internação: sem fator de risco, o dano supera o benefício
Com indicação: inibidor de bomba de prótons — omeprazol ou pantoprazol 40 mg EV ou VO 1×/dia, conforme padronização do serviço
Reavaliar a indicação todo dia — ela costuma sumir antes da alta da UTI, e a prescrição costuma continuar.
O preço de prescrever sem indicação: mais pneumonia associada à ventilação, mais C. difficile, e a prescrição crônica que sai junto na receita de alta
Há indicação de profilaxia? fator maior ou 2 menores
Por quê & armadilhas

Os dois fatores de risco independentes clássicos vêm do estudo de Cook: ventilação mecânica prolongada e coagulopatia. Fora deles, o sangramento clinicamente importante é raro o suficiente para que o dano da supressão ácida — pneumonia e colite por C. difficile — comece a pesar mais.

A armadilha real não é começar, é não parar. A indicação some quando o paciente extuba e a coagulação normaliza; a prescrição, não. É assim que um inibidor de bomba iniciado numa UTI vira uso crônico de anos, com a hipomagnesemia que ele causa aparecendo lá na frente, sem que ninguém ligue os dois.

Cook DJ, Fuller HD, Guyatt GH, et al. Risk factors for gastrointestinal bleeding in critically ill patients. N Engl J Med. 1994;330(6):377–381 — os dois fatores independentes. Os fatores menores vêm de consensos posteriores; não há escore validado único.
Profilaxia de TEV — pelo risco, não pelo tempo de internação
"internou, prescreve" é o erro nos dois sentidos: sobra em quem não precisa e falta em quem precisa
Farmacológica, com indicação e sem sangramento: enoxaparina 40 mg SC 1×/dia · ClCr < 30: enoxaparina 20 mg SC 1×/dia ou HNF 5.000 UI SC 8/8–12/12 h, conforme protocolo
Mecânica (compressão pneumática intermitente) quando a farmacológica está contraindicada — sangramento ativo, plaquetopenia grave, pós-operatório neurocirúrgico recente — ou somada a ela no altíssimo risco
Não somar profilaxia a quem já está em anticoagulação plena — é dose dupla sem ganho
Individualizar sempre: o escore diz se há indicação, não se este paciente deve receber.
Escore de Pádua calcular o risco de TEV
Por quê & armadilhas

O escore de Pádua foi construído justamente para separar quem se beneficia de quem só recebe: no estudo original, os pacientes de alto risco sem profilaxia tiveram cerca de 11% de TEV, contra pouco mais de 2% nos de baixo risco. É essa diferença que justifica prescrever — e que explica por que prescrever para todo mundo dilui o benefício e soma sangramento.

Duas armadilhas de plantão. A primeira é a dose fixa em quem não a comporta: no ClCr abaixo de 30 a enoxaparina acumula, e a dose profilática vira quase terapêutica. A segunda é a soma silenciosa — o paciente que já recebe heparina plena por outro motivo e ganha mais 40 mg de enoxaparina porque "está internado".

Barbar S, Noventa F, Rossetto V, et al. A risk assessment model for the identification of hospitalized medical patients at risk for venous thromboembolism: the Padua Prediction Score. J Thromb Haemost. 2010;8(11):2450–2457.

O que não prescrever

Itens que pioram o desfecho no choque cardiogênico.

Dobutamina "sempre associada" sem baixo débito documentado após restaurar a PA. Dopamina como vasopressor padrão (SOAP II). Volume liberal no frio-e-úmido. Vasodilatador (nitroprussiato) como braço de rotina do "PAS > 90" — nicho com PA invasiva, não padrão. Betabloqueador/IECA mantidos durante o choque. Diurético como droga de pressão. Intubar sem vasopressor preparado. E retardar o cateterismo do IAM ou o telefonema de escalada — os dois únicos "remédios" que mudam a história.

Prescreveu — e agora?

A execução mora no Hemo: doses e diluições das vasoativas, os perfis de choque no POCUS e as calculadoras hemodinâmicas. Se o mecanismo é coronariano, a reperfusão está na SCA com supra; se o VD faliu por embolia, o caminho é o do TEP.

Levar o caso ao assistente de conduta
Sinha SS, Morrow DA, Kapur NK, et al. 2025 Concise Clinical Guidance: An ACC Expert Consensus Statement on the Evaluation and Management of Cardiogenic Shock. J Am Coll Cardiol. 2025;85(16):1618–1641 (doi:10.1016/j.jacc.2025.02.018). Naidu SS, et al. SCAI SHOCK Stage Classification Expert Consensus Update. J Am Coll Cardiol. 2022;79(9):933–946. Hochman JS, et al. Early revascularization in acute myocardial infarction complicated by cardiogenic shock (SHOCK). N Engl J Med. 1999;341:625–634. De Backer D, et al. Comparison of dopamine and norepinephrine in the treatment of shock (SOAP II). N Engl J Med. 2010;362:779–789. Thiele H, et al. PCI strategies in cardiogenic shock (CULPRIT-SHOCK). N Engl J Med. 2017;377:2419–2432 · Thiele H, et al. Extracorporeal life support in infarct-related cardiogenic shock (ECLS-SHOCK). N Engl J Med. 2023;389:1286–1297. Møller JE, et al. Microaxial flow pump in infarct-related cardiogenic shock (DanGer Shock). N Engl J Med. 2024;390:1382–1393. Heidenreich PA, et al. 2022 AHA/ACC/HFSA Guideline for the Management of Heart Failure. Circulation. 2022;145(18):e895–e1032. Thiele H, Zeymer U, Neumann FJ, et al. Intraaortic balloon support for myocardial infarction with cardiogenic shock (IABP-SHOCK II). N Engl J Med. 2012;367(14):1287–1296 (doi:10.1056/NEJMoa1208410). Møller JE, Beske RP, Engstrøm T, et al. Long-Term Outcomes of the DanGer Shock Trial. N Engl J Med. 2025;393(10):1037–1038 (doi:10.1056/NEJMc2508284).