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Bradiarritmias

A pergunta não é "quanto está a frequência" — é se ela perfunde, de onde vem o bloqueio e quanto tempo você tem até o marca-passo. A prescrição é uma escada com três degraus e um relógio.

Serve para a bradiarritmia sintomática ou instável — bradicardia sinusal extrema, doença do nó sinusal, BAV de 2º e 3º grau. O paciente estável e assintomático não recebe droga: recebe monitor, ECG bem lido e busca de causa. E no Brasil, toda bradiarritmia com BAV avançado merece a pergunta que os livros importados esquecem: Chagas?

Antes de prescrever qualquer item desta página.

Doses seguem o ACLS (AHA) e as diretrizes de estimulação (ESC 2021, ACC/AHA/HRS 2018) e não substituem o protocolo do seu serviço. Atenção redobrada às infusões: as contas de mL/h abaixo valem para as diluições de exemplo — a ampola e a padronização da sua farmácia mandam na conta final.

Como usar.

A ordem é a da cena: reconhecer e ler o ECG (nodal × infranodal muda tudo), a escada do instável (atropina → marca-passo transcutâneo/cronotrópico → transvenoso), a causa e o suporte. Dose sempre visível; o porquê em "por quê & armadilhas".

Item por item

É instável — ou é só um número baixo?
monitor, O₂ se SpO₂ < 90%, acesso e ECG de 12 derivações desde o início
Instabilidade pela bradicardia = hipotensão/choque · rebaixamento · dor isquêmica · congestão/IC aguda · síncope → subir a escada (itens 03–06)
Estável/assintomático (atleta, sono, vagotonia, FC 40–50 bem perfundida): não tratar o número — monitorizar, ECG seriado e caçar causa
Por quê & armadilhas

Bradicardia é o sinal vital que mais tolera contexto: 38 bpm no maratonista dormindo é fisiologia; 50 bpm no idoso hipotenso e confuso é emergência. Tratar o número do monitor em quem perfunde bem só adiciona taquiarritmia iatrogênica. O que muda a conduta é o par FC + perfusão — e a honestidade de correlacionar o sintoma com a bradicardia (a tontura era da FC 44 ou do ortostatismo?).

AHA — ACLS (algoritmo de bradicardia) · ACC/AHA/HRS 2018.
Ler o bloqueio: nodal ou infranodal?
essa leitura prevê se a atropina funciona — e quanta pressa o marca-passo tem
Provável nodal (responde a atropina): bradicardia sinusal, BAV 1º, BAV 2º Mobitz I (Wenckebach), QRS estreito — comum no IAM inferior, costuma ser transitório
Provável infranodal (atropina ineficaz — pode até piorar): BAV 2º Mobitz II, BAV 3º com escape largo/lento, bloqueio alternante de ramo — no IAM anterior é sinal grave → marca-passo sem rodeios
Por quê & armadilhas

A atropina age tirando o freio vagal do nó AV — ela não alcança um bloqueio abaixo do His. No infranodal, acelerar o sinusal com atropina pode até piorar a condução (mais impulsos chegando num His-Purkinje doente = mais bloqueio). Por isso a leitura do ECG não é etapa acadêmica: ela diz se você tem um problema de freio (atropina resolve) ou de fiação (marca-passo resolve) — e no segundo caso, cada dose de atropina é tempo perdido.

ACC/AHA/HRS 2018 · ESC 2021 (estimulação cardíaca).
Degrau 1 — atropina, na dose que funciona
primeira medida no instável; não deixar que ela atrase os degraus seguintes
Atropina 1 mg EV em bolus (no Brasil: 4 amp de 0,25 mg ou 2 de 0,5 mg) — repetir a cada 3–5 min se preciso · máx. 3 mg
!
Onde a atropina não funciona: bloqueio infranodal (Mobitz II, BAV 3º de QRS largo) e coração transplantado (denervado). Nesses, pule para o marca-passo/cronotrópico sem gastar os 3 mg. E dose < 0,5 mg pode causar bradicardia paradoxal.
Por quê & armadilhas

O ACLS atualizou a dose para 1 mg por dose (não 0,5) justamente porque subdose de atropina, além de não resolver, pode desencadear o paradoxo vagal central e derrubar ainda mais a FC. A armadilha maior, porém, é temporal: atropina é o degrau enquanto as pás do marca-passo são coladas — não uma terapia para "ver se resolve" por vinte minutos. Se a primeira dose não segurou, os degraus 2 e 3 já deviam estar em movimento.

AHA — ACLS 2020 (atropina 1 mg) · ACC/AHA/HRS 2018.
Degrau 2 — marca-passo transcutâneo, prescrito de verdade
atropina falhou ou bloqueio infranodal: colar as pás é a prescrição
MP transcutâneo: pás anteroposteriores · modo demanda · FC 60–80 · subir a corrente (mA) até captura elétrica no monitor → confirmar captura mecânica (pulso femoral/POCUS) → deixar 5–10 mA acima do limiar
Sedoanalgesia obrigatória enquanto estimula: fentanil 25–50 mcg EV titulado ± midazolam 0,5–1 mg — o choque de cada espícula dói
!
Espícula no monitor não é captura. A armadilha fatal do MPTC é a falsa segurança: o traçado mostra espículas, o paciente segue em 30. Captura se confirma no pulso, não na tela.
Por quê & armadilhas

O transcutâneo é ponte, e ponte desconfortável: correntes de captura ficam tipicamente em 40–80 mA e cada estímulo contrai a parede torácica inteira — paciente acordado sem analgesia arranca as pás. Prescrever MPTC é prescrever o pacote: FC-alvo, corrente com margem, checagem de captura mecânica registrada, sedoanalgesia, e o telefonema do degrau 3 já feito. Ponte sem destino é paciente esquecido estimulando a 60 mA por horas.

AHA — ACLS · ESC 2021 (estimulação temporária como ponte).
Degrau 2 alternativo — cronotrópico em infusão
enquanto o marca-passo não chega, não captura ou não é tolerado
Adrenalina 2–10 mcg/min EV, titulando pela FC e perfusão
ex. de preparo: 10 mg em SF qsp 100 mL = 100 mcg/mL → 2–10 mcg/min = 1,2–6 mL/h
Dopamina 5–20 mcg/kg/min EV
ex. de preparo: 1.000 mg em SG 5% qsp 250 mL = 4.000 mcg/mL → 70 kg a 5 mcg/kg/min ≈ 5 mL/h (começar baixo e subir — não começar já no meio da faixa)
Repare na unidade: a adrenalina aqui corre em mcg/min e a dopamina em mcg/kg/min — trocar uma pela outra na bomba erra por um fator do peso
Os preparos acima são exemplos: usar a concentração padronizada do serviço, em bomba, com dupla checagem, tabela de mL/h à mão, acesso adequado e plano para extravasamento — apresentação e estabilidade se validam com a farmácia
Por quê & armadilhas

Os dois fazem o mesmo trabalho — comprar frequência com β-agonismo — e cobram o mesmo preço: consumo de O₂ e risco de taquiarritmia, especialmente no coração isquêmico. Por isso a titulação começa no chão da faixa (há material de bolso por aí mandando iniciar dopamina já em ~17 mcg/kg/min — a conta certa para 5 mcg/kg/min está acima). Cronotrópico é a ponte química para a ponte elétrica: se a infusão está subindo e a FC não, o problema é fiação — marca-passo, não mais mcg.

AHA — ACLS (adrenalina 2–10 mcg/min; dopamina 5–20 mcg/kg/min).
Degrau 3 — marca-passo transvenoso: providenciar cedo
o transcutâneo e a infusão são pontes; esta é a margem segura
Acionar quem passa o transvenoso (cardiologia/hemodinâmica/UTI, conforme o serviço) assim que a escada começou a subir — não quando a ponte falhou · manter MPTC colado e cronotrópico à mão até o eletrodo capturar
Definitivo × transitório é decisão de especialista: BAV avançado sem causa reversível costuma sair do hospital com marca-passo definitivo (ESC 2021)
Por quê & armadilhas

O erro de sistema das bradiarritmias é o mesmo do choque cardiogênico: o telefonema tardio. MPTC capturando e adrenalina correndo dão a falsa sensação de caso resolvido — mas pás queimam pele, sedação acumula e infusão arritmiza; são horas de margem, não dias. Se a causa não é claramente reversível (item 07), o destino é o transvenoso, e quanto antes ele for acionado, menos dramática é a transição.

ESC 2021 · ACC/AHA/HRS 2018.
Caçar o reversível — antes que o marca-passo vire definitivo à toa
meia dúzia de causas respondem a antídoto, não a eletrodo
Hipercalemia (bradicardia + QRS largo/onda P sumindo) — cálcio primeiro, antes de qualquer outra coisa: gluconato de cálcio 10% 10–30 mL EV em 5–10 min, em veia periférica calibrosa (≈ 90 mg de cálcio elementar por 10 mL) · cloreto de cálcio 10% traz ~3× mais cálcio elementar por mL, é vesicante e pede acesso central — não são intercambiáveis mL a mL
Repetir o cálcio se o ECG não melhorar em 5–10 min · o cálcio protege a membrana, não baixa o potássio: em seguida, insulina regular com glicose conforme protocolo, vigiando hipoglicemia por várias horas e repetindo o K
Intoxicações — betabloqueador e BCC: glucagon, cálcio, insulina em alta dose com glicose e vasopressor, somente com protocolo toxicológico completo, monitorização e centro de informação toxicológica junto · digital → suspender + anticorpo antidigital se disponível
Conferir a farmácia do paciente: suspender betabloqueador, diltiazem/verapamil, digoxina, ivabradina, clonidina, amiodarona — a "doença do nó" às vezes está na sacola de remédios
E ainda: isquemia (IAM inferior → reperfusão) · hipotireoidismo · hipoxia/hipotermia · doença de Chagas (BAV + bloqueio de ramo em quem viveu em área endêmica: sorologia)
Por quê & armadilhas

A hipercalemia é a causa que não perdoa demora: o "BAV" do potássio 7,5 não responde a atropina nem a marca-passo direito — responde a cálcio, em minutos. Toda bradiarritmia grave merece um potássio na gasometria antes de qualquer conclusão. E no Brasil o lembrete epidemiológico é obrigatório: Chagas é causa clássica de BAV e doença do nó em quem nasceu ou viveu em área endêmica — muda a investigação e o aconselhamento familiar, não só o marca-passo.

AHA — ACLS · ACC/AHA/HRS 2018 · diretrizes brasileiras de doença de Chagas.
Kit do internado — com o monitor fazendo sentido
o padrão das outras páginas, ajustado à bradiarritmia
Monitorização contínua com alarmes de FC ajustados ao caso · dieta VO se estável, zero se instável/possível procedimento (transvenoso!) · profilaxia de TEV (enoxaparina 40 mg SC 1×/dia; ClCr < 30: HNF 5.000 UI 8/8–12/12 h) se sem anticoagulação plena · HGT 6/6 h se DM/jejum/crítico — alvo 140–180, protocolo do serviço · antiemético SN (ondansetrona 4–8 mg EV ou metoclopramida 10 mg EV) — ondansetrona prolonga QT: corrigir K e Mg, e considerar ECG em cardiopata, bradiarritmia, QT longo ou uso de outro prolongador (amiodarona) · metoclopramida não é automática: distonia, acatisia, parkinsonismo, sonolência e discinesia tardia — reduzir dose repetida no idoso e na disfunção renal/hepática
Por quê & armadilhas

Dois detalhes específicos: o jejum aqui não é burocracia — o transvenoso pode ser a próxima hora do plantão; e o alarme de FC do monitor precisa ser ajustado, porque o padrão de fábrica (50 bpm) apita a noite inteira num paciente cuja linha de base é 45 e silencia exatamente quando o escape de 38 despenca para 28. Monitor que grita o tempo todo é monitor que ninguém ouve.

ADA 2026 (glicemia hospitalar) · rotina de tromboprofilaxia do internado clínico.
Dieta
a primeira linha da prescrição que todo mundo escreve no automático
Dieta conforme o quadro — via oral se desperta, deglute e não há procedimento previsto · zero se rebaixado, instável ou com via aérea em risco, reavaliando cedo · sonda enteral se o jejum passar de 48–72 h
Jejum tem data e hora — escrever o motivo e quando reavaliar. "Jejum" sem prazo vira desnutrição de terceira semana
Disfagia: triagem antes da primeira colher em qualquer rebaixamento, AVC ou pós-extubação — falhou, sonda; a medicação também passa por ela
Por quê & armadilhas

O jejum prolongado é a prescrição mais barata de escrever e uma das mais caras de sustentar: cada dia sem aporte custa massa muscular num paciente que vai precisar dela para desmamar, sentar e andar. A pergunta de visita não é "está em jejum?", é "por que ainda está, e até quando?".

Cuidados de enfermagem — a rotina que evita a segunda doença
decúbito, pele, cabeceira e oxigênio: o que não aparece na evolução até virar problema
Sinais vitais e rotina de UTI 2/2 h (espaçar conforme estabilidade) · balanço hídrico e diurese registrados
Cabeceira 30–45° — reduz aspiração e pneumonia associada à ventilação · abaixar só com motivo escrito (choque, procedimento)
Mudança de decúbito 2/2 h + avaliação diária da pele nas proeminências (sacro, calcâneo, occipital, trocânter) · colchão de redistribuição de pressão no imóvel
Curativos inspecionados por turno; datar a troca · higiene oral com antisséptico no intubado · olhos lubrificados no sedado
Fisioterapia — fisioterapia motora e respiratória desde o primeiro dia, conforme tolerância
Oxigênio conforme necessidade: SpO₂ 90–96% na maioria dos adultos · 88–92% se houver DPOC ou risco de hipercapnia. Oxigênio é droga: tem alvo, tem dose e tem excesso
Por quê & armadilhas

Estes itens não competem com a doença principal — eles decidem se o paciente sai da UTI com a doença resolvida e o corpo inteiro, ou resolvido e com uma lesão por pressão em sacro que vai custar meses. Lesão por pressão, pneumonia por aspiração e fraqueza adquirida na UTI são as três complicações que a prescrição previne com linhas que ninguém lê.

A cabeceira elevada é o exemplo perfeito: é gratuita, tem efeito documentado sobre pneumonia associada à ventilação, e é a primeira coisa que se perde quando o leito é abaixado para um procedimento e ninguém sobe de volta.

Profilaxia de úlcera de estresse — só com indicação
não é carimbo de internação: sem fator de risco, o dano supera o benefício
Com indicação: inibidor de bomba de prótons — omeprazol ou pantoprazol 40 mg EV ou VO 1×/dia, conforme padronização do serviço
Reavaliar a indicação todo dia — ela costuma sumir antes da alta da UTI, e a prescrição costuma continuar.
O preço de prescrever sem indicação: mais pneumonia associada à ventilação, mais C. difficile, e a prescrição crônica que sai junto na receita de alta
Há indicação de profilaxia? fator maior ou 2 menores
Por quê & armadilhas

Os dois fatores de risco independentes clássicos vêm do estudo de Cook: ventilação mecânica prolongada e coagulopatia. Fora deles, o sangramento clinicamente importante é raro o suficiente para que o dano da supressão ácida — pneumonia e colite por C. difficile — comece a pesar mais.

A armadilha real não é começar, é não parar. A indicação some quando o paciente extuba e a coagulação normaliza; a prescrição, não. É assim que um inibidor de bomba iniciado numa UTI vira uso crônico de anos, com a hipomagnesemia que ele causa aparecendo lá na frente, sem que ninguém ligue os dois.

Cook DJ, Fuller HD, Guyatt GH, et al. Risk factors for gastrointestinal bleeding in critically ill patients. N Engl J Med. 1994;330(6):377–381 — os dois fatores independentes. Os fatores menores vêm de consensos posteriores; não há escore validado único.
Profilaxia de TEV — pelo risco, não pelo tempo de internação
"internou, prescreve" é o erro nos dois sentidos: sobra em quem não precisa e falta em quem precisa
Farmacológica, com indicação e sem sangramento: enoxaparina 40 mg SC 1×/dia · ClCr < 30: enoxaparina 20 mg SC 1×/dia ou HNF 5.000 UI SC 8/8–12/12 h, conforme protocolo
Mecânica (compressão pneumática intermitente) quando a farmacológica está contraindicada — sangramento ativo, plaquetopenia grave, pós-operatório neurocirúrgico recente — ou somada a ela no altíssimo risco
Não somar profilaxia a quem já está em anticoagulação plena — é dose dupla sem ganho
Individualizar sempre: o escore diz se há indicação, não se este paciente deve receber.
Escore de Pádua calcular o risco de TEV
Por quê & armadilhas

O escore de Pádua foi construído justamente para separar quem se beneficia de quem só recebe: no estudo original, os pacientes de alto risco sem profilaxia tiveram cerca de 11% de TEV, contra pouco mais de 2% nos de baixo risco. É essa diferença que justifica prescrever — e que explica por que prescrever para todo mundo dilui o benefício e soma sangramento.

Duas armadilhas de plantão. A primeira é a dose fixa em quem não a comporta: no ClCr abaixo de 30 a enoxaparina acumula, e a dose profilática vira quase terapêutica. A segunda é a soma silenciosa — o paciente que já recebe heparina plena por outro motivo e ganha mais 40 mg de enoxaparina porque "está internado".

Barbar S, Noventa F, Rossetto V, et al. A risk assessment model for the identification of hospitalized medical patients at risk for venous thromboembolism: the Padua Prediction Score. J Thromb Haemost. 2010;8(11):2450–2457.

O que não prescrever

Erros que pioram o desfecho na bradiarritmia.

Tratar o número do atleta, do sono ou do estável assintomático. Insistir em atropina no bloqueio infranodal ou no transplantado enquanto o marca-passo espera. Atropina < 0,5 mg (bradicardia paradoxal). Confiar na espícula sem checar pulso no transcutâneo — e estimular sem analgesia. Começar dopamina no meio da faixa (a conta certa de 5 mcg/kg/min está no item 05). Tratar a "bradicardia" da hipercalemia sem cálcio. E adiar o telefonema do transvenoso porque a ponte "está segurando".

Prescreveu — e agora?

Se a causa foi isquêmica, o caso continua na SCA com supra ou sem supra. Se a bradicardia era só a face visível de um paciente hipoperfundido, reavalie pelo choque cardiogênico. E o espelho desta página — o paciente rápido demais — está na taquiarritmia instável.

Levar o caso ao assistente de conduta
Panchal AR, et al. 2020 AHA Guidelines for CPR and ECC — Adult Basic and Advanced Life Support. Circulation. 2020;142(16 suppl 2):S366–S468 (algoritmo de bradicardia). Wigginton JG, Agarwal S, Bartos JA, et al. Part 9: Adult Advanced Life Support: 2025 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation. 2025;152(16 suppl 2):S538–S577 (doi:10.1161/CIR.0000000000001376). Kusumoto FM, et al. 2018 ACC/AHA/HRS Guideline on the Evaluation and Management of Patients With Bradycardia and Cardiac Conduction Delay. Circulation. 2019;140(8):e382–e482. Glikson M, et al. 2021 ESC Guidelines on cardiac pacing and cardiac resynchronization therapy. Europace. 2022;24(1):71–164 (doi:10.1093/europace/euab232). American Diabetes Association. Diabetes Care in the Hospital — Standards of Care in Diabetes. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1).