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Taquicardia supraventricular estável

Paciente estável é tempo para fazer certo: ECG antes de tudo, manobra antes de droga, droga antes de choque — e, no fim, o encaminhamento que cura em vez do remédio que adia.

Serve para a TSV com QRS estreito e paciente estável — do episódio clássico de TPSV (reentrada nodal ou por via acessória) às taquicardias atrial, multifocal e juncional. Se há qualquer sinal de instabilidade, a página é a da taquiarritmia instável; se o ritmo é FA ou flutter, a página da FA assume.

Antes de prescrever qualquer item desta página.

Doses seguem ESC 2019 (taquicardias supraventriculares) e ACC/AHA/HRS 2015, e não substituem o protocolo do seu serviço. A adenosina em particular exige preparo do time e do paciente — leia os cuidados do item 04 antes da primeira vez.

Como usar.

A ordem é a da escada: ler o ritmo, subir degrau a degrau na TPSV (vagal → adenosina → bloqueador de nó → CVE), tratar as outras TSVs pela causa, e dar a alta que resolve. Dose sempre visível; o porquê em "por quê & armadilhas".

Item por item

Monitor, acesso — e o ECG que vale ouro
estável é quem tem tempo de documentar; documente
Monitorização + acesso venoso + ECG 12 derivações antes de tratar · O₂ só se SpO₂ < 90% · reavaliar estabilidade a cada passo — estável é estado, não rótulo
Deixar o traçado correndo durante manobra vagal e adenosina — a resposta ao bloqueio do nó é diagnóstico gravado
Por quê & armadilhas

O ECG de 12 derivações em crise é o exame mais valioso que este paciente vai fazer — é ele que o eletrofisiologista vai querer ver na consulta da ablação. E o traçado contínuo durante a adenosina transforma tratamento em diagnóstico: se a pausa do nó revela ondas F de flutter serrilhando a 300, o caso muda de página na hora. Tratar sem documentar é apagar a única testemunha.

ESC 2019 (TSV) · ACC/AHA/HRS 2015.
Que TSV é essa? Trinta segundos de leitura
RR regular ou não, P visível ou não — e cada resposta tem um caminho
Sinusal (P normal antes de cada QRS, começo/fim graduais): tratar a causa — febre, dor, hipovolemia, sepse, anemia, hipertireoidismo — nunca o nó AV
TPSV (regular, início súbito, P escondida ou retrógrada): a escada dos itens 03–06
Atrial/multifocal (P diferente da sinusal; multifocal = ≥ 3 morfologias de P, irregular): item 07 · FA/flutter: página própria
Por quê & armadilhas

Metade dos erros desta página nasce de pular esta leitura: adenosina em taquicardia sinusal de sepse (pausa assustadora, arritmia de volta em segundos), bloqueador de nó em multifocal de DPOC descompensado (a arritmia é sintoma do pulmão, não do nó). A TPSV de reentrada tem assinatura — súbita, regular, com P invisível — e é só nela que a escada seguinte funciona como promete.

ESC 2019 — algoritmo diagnóstico da taquicardia de QRS estreito.
Degrau 1 — Valsalva modificada (a manobra que funciona)
custa zero, reverte quase metade — se feita do jeito do estudo
Valsalva modificada (REVERT): semissentado a 45° → soprar seringa de 10 mL tentando mover o êmbolo por 15 s (≈ 40 mmHg) → deitar a 0° imediatamente + elevar as pernas a 45° por 15 s → reavaliar o ritmo em 45 s · pode repetir
Por quê & armadilhas

A diferença entre a Valsalva "de enfermaria" (~17% de reversão) e a modificada do REVERT (~43%) é a segunda metade que quase ninguém faz: deitar e levantar as pernas logo após o esforço — é o retorno venoso súbito que dispara o reflexo vagal de verdade. A seringa de 10 mL calibra a pressão sem manômetro. Massagem de seio carotídeo é alternativa (um lado por vez, auscultar carótida antes, evitar no idoso com sopro/AVC prévio) — mas a Valsalva bem feita costuma bastar.

REVERT — Appelboam A, et al. Lancet. 2015;386:1747–1753 (doi:10.1016/S0140-6736(15)61485-4).
Degrau 2 — adenosina, rápida e avisada
meia-vida de segundos: a técnica do bolus importa tanto quanto a dose
Adenosina 6 mg EV em bolus rápido (1–2 s) + flush imediato de 20 mL de SF com o braço elevado → sem reversão em 1–2 min: 12 mg → pode repetir 12 mg uma vez
Ajustes: acesso central ou uso de dipiridamol/carbamazepina → começar com 3 mg · coração transplantado → dose reduzida e cautela extrema (denervado, hipersensível) · cafeína/teofilina antagonizam (pode precisar de dose maior)
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Adenosina não vai em: QRS largo irregular (FA pré-excitada → risco de FV; conduta é cardioversão) e broncoespasmo grave/asma instável. E avise o paciente: sensação de morte iminente e aperto no peito por alguns segundos são esperados — paciente não avisado nunca mais deixa repetir.
Por quê & armadilhas

A adenosina morre em ~10 segundos de plasma — bolus lento é bolus que não chega ao nó. Daí o ritual: veia calibrosa o mais proximal possível, droga e flush em torneirinha, êmbolo firme, braço para cima. A pausa que ela produz assusta o monitor inteiro (segundos de assistolia são esperados); é exatamente nessa pausa que o diagnóstico aparece. Se nem 12 mg tocaram o ritmo, desconfie do diagnóstico antes de escalar: taquicardia sinusal e atrial "resistem" à adenosina porque não são reentrada nodal.

ESC 2019 · ACC/AHA/HRS 2015 — adenosina 6/12 mg.
Degrau 3 — bloqueador de nó em infusão lenta
TPSV que resistiu ou recorre logo após a adenosina
Verapamil 5–10 mg EV em 2–5 min (pode repetir após 15–30 min; máx. 20 mg) ou diltiazem 0,25 mg/kg EV em 2 min (2ª dose 0,35 mg/kg; manutenção 5–15 mg/h, conforme disponibilidade)
ou metoprolol 2,5–5 mg EV lento, repetindo a cada 5–10 min até 15 mg
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Não usar verapamil/diltiazem na FEVE reduzida/IC descompensada — e não empilhar bloqueador de cálcio EV + betabloqueador EV em sequência: a soma é hipotensão e bradicardia que transformam o estável em instável.
Por quê & armadilhas

O terceiro degrau troca velocidade por duração: verapamil e diltiazem revertem a TPSV quase tão bem quanto a adenosina, com efeito que dura — útil quando a arritmia reverte e volta a cada dez minutos. O preço é hemodinâmico e cumulativo, e é por isso que a regra de ouro é um bloqueador de nó de cada vez. Amiodarona não é droga de TPSV estável: guarde-a para quando o diagnóstico ou a função ventricular a pedirem.

ESC 2019 · ACC/AHA/HRS 2015.
Degrau 4 — rever o diagnóstico, depois cardioverter
a TPSV que venceu três degraus merece uma segunda olhada antes do choque
Persistiu: reler o ECG (é flutter 2:1? atrial? sinusal?) → se TPSV mesmo: CVE sincronizada, iniciando em 100 J bifásico, com a técnica e a sedação da página da taqui instável
Por quê & armadilhas

Reentrada nodal que sobrevive a vagal + adenosina + verapamil é rara — o mais provável é que o diagnóstico esteja errado, e o clássico é o flutter 2:1 a 150 bpm fingindo regularidade de TPSV (que muda a conduta: anticoagulação!). Por isso o degrau 4 começa com releitura, não com pás. Confirmada a TPSV refratária, o choque eletivo sincronizado em paciente estável, alimentado e sedado com calma é procedimento tranquilo — muito melhor que a quarta droga.

ESC 2019 · AHA — ACLS.
Atrial, multifocal e juncional — tratar o dono da arritmia
três taquicardias em que a droga de nó é coadjuvante
Taquicardia atrial: controle com metoprolol, diltiazem ou verapamil (doses do item 05) · amiodarona (150 mg em 100 mL SG 5% em 10 min → 1 mg/min 6 h → 0,5 mg/min 18 h) se hemodinâmica limítrofe
Multifocal (≥ 3 P's, quase sempre DPOC/hipoxemia): tratar o pulmão + repor K⁺ ≥ 4,0 e Mg²⁺ ≥ 2,0 · se precisar de controle: metoprolol com cautela, ou verapamil se broncoespasmo · digital não ajuda; CVE não resolve
Juncional: pensar no gatilho antes da droga — intoxicação digitálica, IAM, miocardite, pós-operatório cardíaco · controle com BB/BCC quando indicado
Por quê & armadilhas

Estas três são taquicardias de automatismo, não de reentrada — por isso adenosina e choque não as curam: o foco reacende assim que o efeito passa. A multifocal é o exemplo extremo: é o ECG do pulmão doente, e melhora com broncodilatador, O₂ e magnésio mais do que com qualquer antiarrítmico. E a juncional carrega o alerta histórico: taquicardia juncional em usuário de digoxina é intoxicação digitálica até prova em contrário — a conduta é suspender e dosar, não bloquear mais o nó.

ESC 2019 · ACC/AHA/HRS 2015 — taquicardias atriais e juncionais.
Alta da TPSV revertida — com o encaminhamento certo
o episódio acabou; a via de reentrada continua lá
Revertida, assintomática, sem cardiopatia: alta da emergência com ECG em ritmo sinusal documentado · ensinar a Valsalva modificada para casa
Se recorrente/sintomática: betabloqueador VO (ex.: metoprolol 25–100 mg/dia) ou diltiazem/verapamil VO (não na FEVE reduzida) enquanto aguarda avaliação
Encaminhar à eletrofisiologia: a ablação por cateter cura > 95% das reentradas nodais — é o único item desta página que encerra a história
Por quê & armadilhas

A TPSV revertida não precisa de internação nem de exame em série — precisa de um papel com o ECG da crise e um encaminhamento. O betabloqueador da alta é muleta honesta (reduz recorrência, não elimina), e o paciente merece saber que existe tratamento definitivo com taxa de cura alta e risco baixo. A prescrição mais importante deste item não é farmacológica: é o nome do eletrofisiologista no encaminhamento.

ESC 2019 — ablação como terapia de primeira linha na TRN recorrente.
Se ficar em observação: o kit enxuto
a maioria não interna; quem fica, fica vigiado
Monitorização enquanto houver droga de nó circulando · dipirona 1 g EV/VO até 6/6 h SN (dor/febre) ou paracetamol 500–750 mg VO 6/6 h · antiemético SN (ondansetrona 4–8 mg EV ou metoclopramida 10 mg EV 8/8 h) · profilaxia de TEV se houver risco trombótico e mobilidade reduzida — decidir por risco, não por tempo de internação: pesar sangramento, plaquetas, função renal, procedimento previsto e anticoagulação já plena · HGT 6/6 h se DM/jejum/crítico (alvo 140–180, protocolo do serviço) — ondansetrona prolonga QT: corrigir K e Mg, e considerar ECG em cardiopata, bradiarritmia, QT longo ou uso de outro prolongador (amiodarona) · metoclopramida não é automática: distonia, acatisia, parkinsonismo, sonolência e discinesia tardia — reduzir dose repetida no idoso e na disfunção renal/hepática
Por quê & armadilhas

O kit aqui é deliberadamente menor que o das outras páginas: TPSV revertida em jovem sem cardiopatia é caso de observação curta, não de internação com pacote completo. O que não pode faltar é o monitor enquanto verapamil ou metoprolol EV ainda circulam — a bradicardia deles chega depois da reversão, quando ninguém está mais olhando.

ADA 2026 (glicemia hospitalar) · rotina do internado clínico.
Dieta
a primeira linha da prescrição que todo mundo escreve no automático
Dieta conforme o quadro — via oral se desperta, deglute e não há procedimento previsto · zero se rebaixado, instável ou com via aérea em risco, reavaliando cedo · sonda enteral se o jejum passar de 48–72 h
Jejum tem data e hora — escrever o motivo e quando reavaliar. "Jejum" sem prazo vira desnutrição de terceira semana
Disfagia: triagem antes da primeira colher em qualquer rebaixamento, AVC ou pós-extubação — falhou, sonda; a medicação também passa por ela
Por quê & armadilhas

O jejum prolongado é a prescrição mais barata de escrever e uma das mais caras de sustentar: cada dia sem aporte custa massa muscular num paciente que vai precisar dela para desmamar, sentar e andar. A pergunta de visita não é "está em jejum?", é "por que ainda está, e até quando?".

Cuidados de enfermagem — a rotina que evita a segunda doença
decúbito, pele, cabeceira e oxigênio: o que não aparece na evolução até virar problema
Sinais vitais e rotina de UTI 2/2 h (espaçar conforme estabilidade) · balanço hídrico e diurese registrados
Cabeceira 30–45° — reduz aspiração e pneumonia associada à ventilação · abaixar só com motivo escrito (choque, procedimento)
Mudança de decúbito 2/2 h + avaliação diária da pele nas proeminências (sacro, calcâneo, occipital, trocânter) · colchão de redistribuição de pressão no imóvel
Curativos inspecionados por turno; datar a troca · higiene oral com antisséptico no intubado · olhos lubrificados no sedado
Fisioterapia — fisioterapia motora e respiratória desde o primeiro dia, conforme tolerância
Oxigênio conforme necessidade: SpO₂ 90–96% na maioria dos adultos · 88–92% se houver DPOC ou risco de hipercapnia. Oxigênio é droga: tem alvo, tem dose e tem excesso
Por quê & armadilhas

Estes itens não competem com a doença principal — eles decidem se o paciente sai da UTI com a doença resolvida e o corpo inteiro, ou resolvido e com uma lesão por pressão em sacro que vai custar meses. Lesão por pressão, pneumonia por aspiração e fraqueza adquirida na UTI são as três complicações que a prescrição previne com linhas que ninguém lê.

A cabeceira elevada é o exemplo perfeito: é gratuita, tem efeito documentado sobre pneumonia associada à ventilação, e é a primeira coisa que se perde quando o leito é abaixado para um procedimento e ninguém sobe de volta.

Profilaxia de úlcera de estresse — só com indicação
não é carimbo de internação: sem fator de risco, o dano supera o benefício
Com indicação: inibidor de bomba de prótons — omeprazol ou pantoprazol 40 mg EV ou VO 1×/dia, conforme padronização do serviço
Reavaliar a indicação todo dia — ela costuma sumir antes da alta da UTI, e a prescrição costuma continuar.
O preço de prescrever sem indicação: mais pneumonia associada à ventilação, mais C. difficile, e a prescrição crônica que sai junto na receita de alta
Há indicação de profilaxia? fator maior ou 2 menores
Por quê & armadilhas

Os dois fatores de risco independentes clássicos vêm do estudo de Cook: ventilação mecânica prolongada e coagulopatia. Fora deles, o sangramento clinicamente importante é raro o suficiente para que o dano da supressão ácida — pneumonia e colite por C. difficile — comece a pesar mais.

A armadilha real não é começar, é não parar. A indicação some quando o paciente extuba e a coagulação normaliza; a prescrição, não. É assim que um inibidor de bomba iniciado numa UTI vira uso crônico de anos, com a hipomagnesemia que ele causa aparecendo lá na frente, sem que ninguém ligue os dois.

Cook DJ, Fuller HD, Guyatt GH, et al. Risk factors for gastrointestinal bleeding in critically ill patients. N Engl J Med. 1994;330(6):377–381 — os dois fatores independentes. Os fatores menores vêm de consensos posteriores; não há escore validado único.
Profilaxia de TEV — pelo risco, não pelo tempo de internação
"internou, prescreve" é o erro nos dois sentidos: sobra em quem não precisa e falta em quem precisa
Farmacológica, com indicação e sem sangramento: enoxaparina 40 mg SC 1×/dia · ClCr < 30: enoxaparina 20 mg SC 1×/dia ou HNF 5.000 UI SC 8/8–12/12 h, conforme protocolo
Mecânica (compressão pneumática intermitente) quando a farmacológica está contraindicada — sangramento ativo, plaquetopenia grave, pós-operatório neurocirúrgico recente — ou somada a ela no altíssimo risco
Não somar profilaxia a quem já está em anticoagulação plena — é dose dupla sem ganho
Individualizar sempre: o escore diz se há indicação, não se este paciente deve receber.
Escore de Pádua calcular o risco de TEV
Por quê & armadilhas

O escore de Pádua foi construído justamente para separar quem se beneficia de quem só recebe: no estudo original, os pacientes de alto risco sem profilaxia tiveram cerca de 11% de TEV, contra pouco mais de 2% nos de baixo risco. É essa diferença que justifica prescrever — e que explica por que prescrever para todo mundo dilui o benefício e soma sangramento.

Duas armadilhas de plantão. A primeira é a dose fixa em quem não a comporta: no ClCr abaixo de 30 a enoxaparina acumula, e a dose profilática vira quase terapêutica. A segunda é a soma silenciosa — o paciente que já recebe heparina plena por outro motivo e ganha mais 40 mg de enoxaparina porque "está internado".

Barbar S, Noventa F, Rossetto V, et al. A risk assessment model for the identification of hospitalized medical patients at risk for venous thromboembolism: the Padua Prediction Score. J Thromb Haemost. 2010;8(11):2450–2457.

O que não prescrever

Erros que pioram o desfecho na TSV estável.

Adenosina no QRS largo irregular (FA pré-excitada → FV) e no broncoespasmo grave. Bloquear o nó da taquicardia sinusal — a causa continua lá, agora hipotensa. Verapamil na FEVE reduzida. Verapamil EV + betabloqueador EV empilhados. Digoxina na multifocal. Adenosina sem avisar o paciente — e sem o traçado correndo. Amiodarona como atalho da TPSV estável. E dar alta sem o ECG da crise e sem o encaminhamento para ablação.

Prescreveu — e agora?

Se em qualquer degrau o paciente deixou de ser estável, a conduta vira a da taquiarritmia instável. Se a adenosina revelou flutter ou FA, siga para a página da FA — com a anticoagulação que ela exige. E se o QRS era largo e regular, trate como TV até prova em contrário.

Levar o caso ao assistente de conduta
Brugada J, et al. 2019 ESC Guidelines for the management of patients with supraventricular tachycardia. Eur Heart J. 2020;41(5):655–720. Page RL, et al. 2015 ACC/AHA/HRS Guideline for the Management of Adult Patients With Supraventricular Tachycardia. Circulation. 2016;133(14):e506–e574. Appelboam A, et al. Postural modification to the standard Valsalva manoeuvre for emergency treatment of supraventricular tachycardias (REVERT). Lancet. 2015;386(10005):1747–1753 (doi:10.1016/S0140-6736(15)61485-4). American Diabetes Association. Diabetes Care in the Hospital — Standards of Care in Diabetes. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1).