Consulte · Prescrições comentadas

Hipofosfatemia

O eletrólito da falha de desmame — e a única reposição em que a velocidade não é ditada pelo íon que você quer repor, e sim pelo potássio que vem junto na ampola.

Serve para a hipofosfatemia do adulto internado — do paciente que não desmama do ventilador à realimentação do desnutrido. O raciocínio de mecanismo e perdas vive na página de magnésio e fósforo do Nefro Guide; aqui está a prescrição.

Antes de prescrever qualquer item desta página.

As apresentações variam entre serviços — ampola, percentual e mEq por mL mudam de fabricante para fabricante. Toda concentração desta página traz a conta explícita justamente para você conferir a apresentação da sua farmácia antes de assinar. Nada aqui substitui o protocolo institucional nem a padronização da farmácia clínica.

Como usar.

A ordem é a do raciocínio: decidir se trata agora, escolher a via, e respeitar o teto de velocidade — que aqui é o que separa tratamento de iatrogenia. Toda concentração e toda vazão desta página foram calculadas por script (scripts/calc-dhe.mjs), não à mão. Dose sempre visível; o porquê em "por quê & armadilhas".

Do fósforo baixo até a conduta

O fluxo completo. A particularidade desta reposição é que a velocidade não é ditada pelo íon que você quer repor, e sim pelo que vem junto na ampola — e a pegadinha da página inteira mora aí.

·Fósforo baixo — o eletrólito do ATP
O fósforo é energia: ATP, 2,3-DPG, membrana. As perguntas: há manifestação de falta de energia? · é queda real ou deslocamento? · qual sal usar — e a que velocidade o potássio da ampola permite?
1Tem manifestação? — a gravidade é funcional, não só numérica
A hipofosfatemia grave enfraquece diafragma, miocárdio e hemácia ao mesmo tempo.
Grave (< 1,0 mg/dL) ou sintomática
Falha de desmame, fraqueza, rabdomiólise, disfunção miocárdica, hemólise, confusão
Reposição EV
No paciente que não sai do ventilador sem causa aparente, dosar fósforo antes de culpar a sedação.
Moderada (1,0–2,0) assintomática
VO disponível
Via oral ou tratar a causa
Sais de fosfato VO fracionados — a diarreia é o limite previsível da dose.
Leve (> 2,0) assintomática
Achado
Em geral não repor
Tratar a causa. Dieta resolve boa parte: laticínios, ovo, carne, leguminosas.
2Queda real ou deslocamento? — a realimentação é o cenário-chave
A insulina empurra fósforo para dentro da célula. No desnutrido realimentado, isso é previsível e evitável.
Síndrome de realimentação
Desnutrido + carboidrato reintroduzido
Dosar antes, repor junto, progredir devagar
Fósforo, potássio e magnésio caem juntos nas primeiras 72 h. A prescrição é a dieta lenta com o painel diário.
Cetoacidose em tratamento
Insulina + correção da acidose
Repor se < 1,0 com sintoma
Queda esperada; reposição rotineira não melhorou desfecho — ver cetoacidose.
Perda renal ou má absorção
Quelantes, antiácidos, Fanconi, hiperparatireoidismo
Retirar o agente e tratar
O quelante de fósforo esquecido na prescrição é causa clássica de hipofosfatemia que "não sobe".
3Qual sal — e quem dita a velocidade
A ampola de fosfato traz um segundo íon junto. É ele que manda no ritmo.
Fosfato de potássio
3 mmol P + 4,4 mEq K por mL
A velocidade é a DO POTÁSSIO
30 mmol de P arrastam 44 mEq de K → mínimo 4,4 h por via periférica (10 mEq/h). Ver os tetos na hipocalemia.
Fosfato de sódio
3 mmol P + 4 mEq Na por mL
Quando o K não pode subir
30 mmol de P arrastam 40 mEq de Na — cuidado no congesto, no hipertenso e na hipernatremia.
O que vigiar durante a reposição
O fósforo não anda sozinho — e corrigi-lo rápido cria o problema seguinte.
Cálcio
Produto Ca × P
Repor fósforo rápido em quem tem cálcio limítrofe precipita hipocalcemia sintomática — o cálcio entra no painel junto, não depois.
Função renal
O fósforo acumula
Na disfunção renal: reduzir dose, alargar intervalo. A hiperfosfatemia iatrogênica traz hipocalcemia.
Potássio e magnésio
Caem juntos
Sobretudo na realimentação: painel diário nos primeiros dias e progressão lenta da dieta.
Reposição de PVolume da ampolaK que vem juntoTempo mínimo periférico (10 mEq/h)Tempo mínimo central (20 mEq/h)
15 mmol5 mL22 mEq2,2 h1,1 h
30 mmol10 mL44 mEq4,4 h2,2 h

Nunca em bolus e nunca na mesma via do cálcio — precipita. Quem prescreve 30 mmol de fosfato de potássio prescreveu 44 mEq de potássio, saiba ou não.

GravidadeDose de PAmpolaPreparoTempoVazãoK entregue
Grave (P < 1,0 mg/dL) ou sintomático30 mmol1 ampola inteira (10 mL)em 250 mL de SF 0,9% — via central (a concentração de K fica em ~169 mEq/L)5–6 h50 mL/h (5 h) · 42 mL/h (6 h)8,8 · 7,3 mEq/h — dentro do teto
Grave, só com acesso periférico30 mmol1 ampolaem 500 mL de SF (K a ~86 mEq/L — ainda acima do teto periférico de 40; ver hipocalemia)6 h85 mL/h7,3 mEq/h
Moderada (P 1,0–1,9) sem sintoma15 mmolmeia ampola (5 mL)em 250 mL de SF3–4 h62–83 mL/h5,5–7,3 mEq/h
K sérico ≥ 4,0 ou disfunção renalTrocar para fosfato de SÓDIO — mesma dose de P, sem a carga de potássio (mas 4 mEq de Na por mL: cuidado no congesto e na hipernatremia)

Quem manda no relógio é o potássio, não o fósforo. Uma ampola inteira arrasta 44 mEq de K — em 5 h isso dá 8,8 mEq/h, logo abaixo do teto de 10 mEq/h; correr mais rápido que 4,4 h estoura o teto. Por isso a regra prática do serviço: 1 ampola em 5–6 h, e nunca mais rápido. Dose por peso, se preferir calcular: 0,16 mmol/kg na grave (≈ 11 mmol para 70 kg) até 0,32 mmol/kg, infundidos a 1–3 mmol/h — os esquemas fixos acima ficam dentro dessa faixa. Rechecar P (e K, e Ca) ao fim da infusão, não durante: o fósforo sérico oscila com a redistribuição e dosar no meio confunde.

Item por item

Nem toda hipofosfatemia se repõe pela veia
o número sozinho não indica; o sintoma e o contexto sim
Grave (< 1,0 mg/dL) ou sintomática: fraqueza muscular, falha de desmame ventilatório, rabdomiólise, disfunção miocárdica, hemólise, confusão, convulsão → reposição EV
Moderada (1,0–2,0) assintomática, VO disponível: via oral ou correção da causa
Leve (> 2,0) assintomática: em geral não precisa de reposição — tratar a causa
Contextos que exigem atenção: síndrome de realimentação, cetoacidose em tratamento, sepse, pós-operatório de grande porte, alcoolismo, uso prolongado de quelante de fósforo
Dosar junto: magnésio, potássio, cálcio e função renal — na realimentação os quatro caem juntos
Por quê & armadilhas

O fósforo é o eletrólito da falha de desmame: ele é essencial ao ATP e ao 2,3-DPG, e a hipofosfatemia grave enfraquece o diafragma de um jeito que nenhuma pressão de suporte compensa. Num paciente que não sai do ventilador sem causa aparente, ele merece ser dosado antes de se culpar a sedação.

A síndrome de realimentação é o cenário em que a queda é previsível e evitável: ao reintroduzir carboidrato num paciente desnutrido, a insulina empurra fósforo, potássio e magnésio para dentro da célula ao mesmo tempo. Ali a prescrição é dosar antes, repor junto e progredir a dieta devagar.

Concentrações, mEq por ampola e vazões calculados em scripts/calc-dhe.mjs a partir das apresentações brasileiras usuais — conferir a da sua farmácia. · Doses EV: na hipofosfatemia grave (P < 1,0 mg/dL) usa-se 0,16 mmol/kg (até 0,32 mmol/kg) infundidos a 1–3 mmol/h até o fósforo passar de 2,0 mg/dL; esquemas fixos de 15 mmol e de 9 mmol a cada 12 h mostraram-se seguros e eficazes com função renal normal. A velocidade máxima é ditada pelo potássio — cada mmol de fósforo como fosfato de potássio carrega 1,47 mEq de K, e o teto periférico é de 10 mEq de K por hora; com potássio sérico ≥ 4,0 mEq/L, a recomendação é trocar para fosfato de sódio.
Fosfato de potássio: quem manda na velocidade é o potássio
a ampola traz 4,4 mEq de K por mL — o teto do K vira o teto do fósforo
Fosfato de potássio: 3 mmol de P + 4,4 mEq de K por mL — a apresentação varia; conferir a da farmácia
15 mmol de P = 5 mL → arrasta 22 mEq de K · 30 mmol de P = 10 mL → arrasta 44 mEq de K
O teto é o do potássio: 10 mEq/h no periférico, 20 mEq/h no central (hipocalemia) — logo, 30 mmol de P exigem no mínimo 4,4 h por via periférica
Esquema usual: 15–30 mmol de P em 250 mL de SF 0,9% correndo em 6 h = 42 mL/h → entrega 3,7 mEq de K/h (15 mmol) ou 7,3 mEq de K/h (30 mmol)
Repetir conforme fósforo de controle · nunca em bolus
Não misturar com cálcio na mesma via — precipita fosfato de cálcio
Por quê & armadilhas

A pegadinha desta página está na ampola: quem prescreve "30 mmol de fosfato de potássio" muitas vezes não percebe que acabou de prescrever 44 mEq de potássio junto. Num paciente com potássio já normal-alto ou com rim ruim, isso é uma reposição de potássio disfarçada de reposição de fósforo.

Por isso a velocidade não se calcula pelo fósforo, e sim pelo potássio: os mesmos tetos de 10 e 20 mEq/h valem aqui. Trinta milimoles em duas horas é, na prática, potássio a 22 mEq/h — acima do teto central.

Concentrações, mEq por ampola e vazões calculados em scripts/calc-dhe.mjs a partir das apresentações brasileiras usuais — conferir a da sua farmácia.
Quando o potássio não pode subir — e quando a via oral basta
fosfato de sódio troca o problema de íon; o VO evita os dois
Fosfato de sódio: 3 mmol de P + 4 mEq de Na por mL30 mmol de P arrastam 40 mEq de Na. Útil quando o K está alto; cuidado no congesto e no hipertenso
Via oral: sais de fosfato VO fracionados — limitados pela diarreia, que é o efeito adverso previsível
Dieta: laticínios, ovo, carne e leguminosas repõem fósforo — no paciente que come, isso resolve boa parte da hipofosfatemia leve
Fósforo de controle após cada ciclo · cálcio junto (a reposição de fósforo pode precipitar hipocalcemia)
Disfunção renal: reduzir a dose e alargar o intervalo — o fósforo acumula, e a hiperfosfatemia iatrogênica traz hipocalcemia sintomática
Por quê & armadilhas

A escolha entre fosfato de potássio e de sódio raramente é sobre o fósforo — é sobre qual íon acompanhante o paciente tolera. Potássio alto ou rim ruim empurram para o sódio; congestão, hipertensão e hipernatremia empurram de volta para o potássio. Ter isso explícito na hora da prescrição evita a troca automática.

E vale lembrar do produto cálcio-fósforo: repor fósforo rápido em quem tem cálcio limítrofe pode precipitar hipocalcemia sintomática, além de risco de calcificação. Por isso o cálcio entra no painel de controle junto com o fósforo, não depois.

Concentrações, mEq por ampola e vazões calculados em scripts/calc-dhe.mjs a partir das apresentações brasileiras usuais — conferir a da sua farmácia.
Dieta
a primeira linha da prescrição que todo mundo escreve no automático
Dieta conforme o quadro — via oral se desperta, deglute e não há procedimento previsto · zero se rebaixado, instável ou com via aérea em risco, reavaliando cedo · sonda enteral se o jejum passar de 48–72 h
Jejum tem data e hora — escrever o motivo e quando reavaliar. "Jejum" sem prazo vira desnutrição de terceira semana
Disfagia: triagem antes da primeira colher em qualquer rebaixamento, AVC ou pós-extubação — falhou, sonda; a medicação também passa por ela
Por quê & armadilhas

O jejum prolongado é a prescrição mais barata de escrever e uma das mais caras de sustentar: cada dia sem aporte custa massa muscular num paciente que vai precisar dela para desmamar, sentar e andar. A pergunta de visita não é "está em jejum?", é "por que ainda está, e até quando?".

Cuidados de enfermagem — a rotina que evita a segunda doença
decúbito, pele, cabeceira e oxigênio: o que não aparece na evolução até virar problema
Sinais vitais e rotina de UTI 2/2 h (espaçar conforme estabilidade) · balanço hídrico e diurese registrados
Cabeceira 30–45° — reduz aspiração e pneumonia associada à ventilação · abaixar só com motivo escrito (choque, procedimento)
Mudança de decúbito 2/2 h + avaliação diária da pele nas proeminências (sacro, calcâneo, occipital, trocânter) · colchão de redistribuição de pressão no imóvel
Curativos inspecionados por turno; datar a troca · higiene oral com antisséptico no intubado · olhos lubrificados no sedado
Fisioterapia — fisioterapia motora e respiratória desde o primeiro dia, conforme tolerância
Oxigênio conforme necessidade: SpO₂ 90–96% na maioria dos adultos · 88–92% se houver DPOC ou risco de hipercapnia. Oxigênio é droga: tem alvo, tem dose e tem excesso
Por quê & armadilhas

Estes itens não competem com a doença principal — eles decidem se o paciente sai da UTI com a doença resolvida e o corpo inteiro, ou resolvido e com uma lesão por pressão em sacro que vai custar meses. Lesão por pressão, pneumonia por aspiração e fraqueza adquirida na UTI são as três complicações que a prescrição previne com linhas que ninguém lê.

A cabeceira elevada é o exemplo perfeito: é gratuita, tem efeito documentado sobre pneumonia associada à ventilação, e é a primeira coisa que se perde quando o leito é abaixado para um procedimento e ninguém sobe de volta.

Profilaxia de úlcera de estresse — só com indicação
não é carimbo de internação: sem fator de risco, o dano supera o benefício
Com indicação: inibidor de bomba de prótons — omeprazol ou pantoprazol 40 mg EV ou VO 1×/dia, conforme padronização do serviço
Reavaliar a indicação todo dia — ela costuma sumir antes da alta da UTI, e a prescrição costuma continuar.
O preço de prescrever sem indicação: mais pneumonia associada à ventilação, mais C. difficile, e a prescrição crônica que sai junto na receita de alta
Há indicação de profilaxia? fator maior ou 2 menores
Por quê & armadilhas

Os dois fatores de risco independentes clássicos vêm do estudo de Cook: ventilação mecânica prolongada e coagulopatia. Fora deles, o sangramento clinicamente importante é raro o suficiente para que o dano da supressão ácida — pneumonia e colite por C. difficile — comece a pesar mais.

A armadilha real não é começar, é não parar. A indicação some quando o paciente extuba e a coagulação normaliza; a prescrição, não. É assim que um inibidor de bomba iniciado numa UTI vira uso crônico de anos, com a hipomagnesemia que ele causa aparecendo lá na frente, sem que ninguém ligue os dois.

Cook DJ, Fuller HD, Guyatt GH, et al. Risk factors for gastrointestinal bleeding in critically ill patients. N Engl J Med. 1994;330(6):377–381 — os dois fatores independentes. Os fatores menores vêm de consensos posteriores; não há escore validado único.
Profilaxia de TEV — pelo risco, não pelo tempo de internação
"internou, prescreve" é o erro nos dois sentidos: sobra em quem não precisa e falta em quem precisa
Farmacológica, com indicação e sem sangramento: enoxaparina 40 mg SC 1×/dia · ClCr < 30: enoxaparina 20 mg SC 1×/dia ou HNF 5.000 UI SC 8/8–12/12 h, conforme protocolo
Mecânica (compressão pneumática intermitente) quando a farmacológica está contraindicada — sangramento ativo, plaquetopenia grave, pós-operatório neurocirúrgico recente — ou somada a ela no altíssimo risco
Não somar profilaxia a quem já está em anticoagulação plena — é dose dupla sem ganho
Individualizar sempre: o escore diz se há indicação, não se este paciente deve receber.
Escore de Pádua calcular o risco de TEV
Por quê & armadilhas

O escore de Pádua foi construído justamente para separar quem se beneficia de quem só recebe: no estudo original, os pacientes de alto risco sem profilaxia tiveram cerca de 11% de TEV, contra pouco mais de 2% nos de baixo risco. É essa diferença que justifica prescrever — e que explica por que prescrever para todo mundo dilui o benefício e soma sangramento.

Duas armadilhas de plantão. A primeira é a dose fixa em quem não a comporta: no ClCr abaixo de 30 a enoxaparina acumula, e a dose profilática vira quase terapêutica. A segunda é a soma silenciosa — o paciente que já recebe heparina plena por outro motivo e ganha mais 40 mg de enoxaparina porque "está internado".

Barbar S, Noventa F, Rossetto V, et al. A risk assessment model for the identification of hospitalized medical patients at risk for venous thromboembolism: the Padua Prediction Score. J Thromb Haemost. 2010;8(11):2450–2457.

O que não prescrever

Erros que pioram o desfecho.

Repor fósforo leve assintomático pela veia. Prescrever fosfato de potássio sem contar o potássio que vem junto — 30 mmol de P arrastam 44 mEq de K. Correr fosfato rápido — o teto é o do potássio, não o do fósforo. Fosfato em bolus. Fosfato na mesma via do cálcio — precipita. Dose plena na disfunção renal. E reintroduzir dieta cheia no desnutrido sem dosar fósforo, potássio e magnésio antes.

Prescreveu — e agora?

O controle acompanha o ciclo: fósforo, potássio, cálcio e magnésio depois de cada reposição — eles se movem juntos. Na realimentação, dose diária nos primeiros dias e progressão lenta da dieta. Se o fósforo não sobe, revise perda renal e o quelante que alguém prescreveu. O mecanismo completo está na página de magnésio e fósforo.

Levar o caso ao assistente de conduta
Concentrações, mEq por ampola e vazões calculados em scripts/calc-dhe.mjs a partir das apresentações brasileiras usuais — conferir a da sua farmácia. UpToDate — Hypophosphatemia: evaluation and treatment (revisão de referência; usar junto do protocolo do serviço).