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Hipocalcemia

Metade das hipocalcemias do internado é hipoalbuminemia — e boa parte das que sobram não sobe porque ninguém dosou o magnésio. O iônico decide; a ampola vem depois, diluída e devagar.

Serve para a hipocalcemia do adulto internado — da tetania pós-tireoidectomia ao cálcio de 7,4 num paciente com albumina de 2,1. O raciocínio de mecanismo, PTH e vitamina D vive na página de cálcio do Nefro Guide; aqui está a prescrição.

Antes de prescrever qualquer item desta página.

As apresentações variam entre serviços — ampola, percentual e mEq por mL mudam de fabricante para fabricante. Toda concentração desta página traz a conta explícita justamente para você conferir a apresentação da sua farmácia antes de assinar. Nada aqui substitui o protocolo institucional nem a padronização da farmácia clínica.

Como usar.

A ordem é a do raciocínio: decidir se trata agora, escolher a via, e respeitar o teto de velocidade — que aqui é o que separa tratamento de iatrogenia. Toda concentração e toda vazão desta página foram calculadas por script (scripts/calc-dhe.mjs), não à mão. Dose sempre visível; o porquê em "por quê & armadilhas".

Do cálcio baixo até a conduta

O fluxo completo. Ele começa desconfiando do próprio exame — porque no paciente crítico o cálcio total é um número emprestado da albumina — e termina no magnésio, que é onde a hipocalcemia refratária costuma morar.

·Cálcio baixo — metade é artefato, e boa parte do resto é magnésio
Duas perguntas antes de qualquer ampola: é cálcio iônico baixo de verdade? · o magnésio foi dosado? — porque sem elas você trata hipoalbuminemia com gluconato, ou repõe cálcio num paciente que não consegue secretar PTH.
1É real? — o total mente, o iônico decide
Cerca de 40% do cálcio total viaja ligado à albumina, e o paciente crítico é hipoalbuminêmico por definição.
Cálcio iônico baixo
O que decide
Tratar
É a fração fisiologicamente ativa. Sempre que possível, é dele que se decide.
Só total baixo, albumina baixa
Corrigir: Ca + 0,8 × (4 − albumina)
Provável artefato
A fórmula é aproximação e erra nos extremos. Na dúvida com sintoma, dose o iônico.
Alcalose
Total normal, iônico baixo
Tratar a alcalose
A alcalose aumenta a ligação à albumina e reduz a fração iônica sem mudar o total — é a tetania do paciente hiperventilando.
2Tem sintoma? — o que muda a via e a pressa
A hipocalcemia sintomática é emergência elétrica e neuromuscular.
Sintomático
Tetania, espasmo carpopedal, laringoespasmo, convulsão, QT longo, arritmia
Gluconato EV diluído, 10–20 min
Nunca em bolus rápido — bradiarritmia e parada. Chvostek e Trousseau ajudam, mas a ausência não exclui.
Assintomático
Achado de exame
Via oral e tratar a causa
Aqui a pressa não ajuda; o que resolve é vitamina D, magnésio e a causa de base.
3Por que está baixo? — a causa muda tudo
A investigação é curta e responde quase sempre: PTH, magnésio, fósforo, função renal e vitamina D.
Magnésio baixo
PTH inapropriadamente normal ou baixo
Corrigir o magnésio primeiro
Sem magnésio, a paratireoide não secreta PTH e o osso não responde a ele. É a causa nº 1 de refratariedade.
Pós-cirúrgico
Tireoidectomia, paratireoidectomia
Cálcio seriado 24–72 h
Síndrome do osso faminto consome cálcio com voracidade — some fósforo e magnésio ao painel.
Renal / vitamina D
DRC, deficiência, má absorção
Calcitriol, não colecalciferol, na DRC
O rim doente não faz a 1-alfa-hidroxilação: repor vitamina D nativa não corrige a absorção intestinal.
E as causas agudas do paciente crítico
Cenários em que o cálcio cai rápido e o mecanismo é próprio.
Pancreatite
Saponificação
Cálcio baixo é marcador de gravidade
Rabdomiólise
Deposição no músculo
Cuidado ao repor: pode causar hipercalcemia na fase de recuperação
Transfusão maciça
Quelação pelo citrato
Cálcio iônico seriado durante o protocolo de transfusão maciça
Sepse
Multifatorial
Repor o sintomático; a reposição do assintomático não mostrou benefício
ApresentaçãoCa elementar / 10 mLmEq / 10 mLViaUso típico
Gluconato 10%93 mg4,65Periférica1–2 ampolas em 50–100 mL, 10–20 min
Cloreto 10%273 mg13,6Central (vesicante)Parada, periparada ou necessidade de carga rápida

Não misturar com bicarbonato ou fosfato na mesma via — precipita carbonato ou fosfato de cálcio no equipo. Lavar bem entre as drogas ou usar lúmens diferentes.

Item por item

Cálcio iônico — o total mente quando a albumina está baixa
metade das "hipocalcemias" do internado é hipoalbuminemia
Dosar cálcio iônico sempre que possível — é ele que decide, não o total
Cálcio corrigido pela albumina quando não há iônico
Sem iônico disponível, corrigir pela albumina: Ca corrigido = Ca total + 0,8 × (4 − albumina em g/dL)
Sintomas que mudam a pressa: tetania, espasmo carpopedal, laringoespasmo, convulsão, QT longo, arritmia, Chvostek e Trousseau
ECG na hipocalcemia sintomática ou grave — o QT longo é a ponte para a torsades
Dosar junto: magnésio, fósforo, potássio, função renal, PTH e vitamina D — a causa quase sempre está aí
Por quê & armadilhas

O cálcio total é um número emprestado: cerca de 40% dele viaja ligado à albumina, e o paciente crítico é hipoalbuminêmico por definição. Tratar cálcio total baixo com albumina de 2,0 é tratar um artefato — e a fórmula de correção, embora útil, é uma aproximação que erra justamente nos extremos.

A alcalose faz o mesmo estrago por outro caminho: ela aumenta a ligação do cálcio à albumina e reduz a fração iônica sem mudar o total. É por isso que o paciente hiperventilando faz tetania com cálcio total normal.

Bollerslev J, Rejnmark L, Zahn A, et al. European Expert Consensus on Practical Management of Specific Aspects of Parathyroid Disorders in Adults. Eur J Endocrinol. 2022;186(2):R33–R63.
Sintomático: gluconato EV diluído — e nunca em bolus rápido
tetania, laringoespasmo, convulsão, QT longo ou arritmia
Gluconato de cálcio 10% 10–20 mL (1–2 ampolas) em 50–100 mL de SG 5%, correndo em 10–20 min
Quanto entrega: 2 ampolas (20 mL) = 186 mg de Ca elementar = 9,3 mEq · 100 mL em 20 min = 300 mL/h
Repetir conforme sintoma e iônico de controle · gluconato é preferido no periférico (o cloreto é vesicante e pede central)
Persistiu — a infusão contínua, e por que a conservadora costuma bastar
A faixa validada é ampla: a infusão contínua se inicia em 0,5 mg/kg/h de cálcio elementar e sobe até 2 mg/kg/h conforme resposta. Ou seja, começar baixo é o que a referência manda — não é economia, é a dose inicial
EsquemaPreparoVazãoEntrega (70 kg)Quando
Conservador — 24 h preferido na enfermaria10 ampolas de gluconato 10% (100 mL) em 1.000 mL de SG 5%46 mL/h931 mg de Ca em 24 h = 39 mg/h = 0,55 mg/kg/hsintomas controlados, sem arritmia, laboratório lento — cai exatamente na dose inicial recomendada
Intermediário1.000 mg de Ca elementar (≈ 11 ampolas) em 500 mL50 mL/h100 mg/h = 1,4 mg/kg/hiônico caindo apesar do esquema conservador
Máximo da faixaconforme titulaçãoaté 2 mg/kg/hrefratário, com monitor e iônico frequente
Controle do iônico: a referência pede 1/1 a 4/4 h durante infusão contínua (4/4 h na disfunção renal). Quando o serviço não entrega isso, o esquema conservador é o que torna o intervalo maior defensável: numa vazão fixa e baixa, o risco de hipercalcemia iatrogênica é pequeno — o que se perde é tempo para perceber a subcorreção. Nesse cenário, 12/12 h é o piso aceitável, e só para o paciente estável e assintomático, com vigilância clínica no lugar do exame: Chvostek, Trousseau, parestesia, cãibra, e ECG/QT se houver piora. Paciente sintomático, arrítmico ou em titulação não aceita 12 h — ali o iônico de 4/4–6/6 h é parte do tratamento
Nunca em bolus rápido — bradiarritmia e parada · não misturar com bicarbonato ou fosfato na mesma via (precipita)
Digitalizado: cálcio EV com cautela e monitor
Por quê & armadilhas

A diluição não é preciosismo: cálcio concentrado empurrado rápido causa bradicardia, bloqueio e parada — o mesmo íon que estabiliza a membrana na hipercalemia a desestabiliza quando entra rápido demais em quem não precisa.

A incompatibilidade com bicarbonato e fosfato é química e imediata: forma-se carbonato ou fosfato de cálcio insolúvel no equipo. Numa via só, isso significa lavar bem entre as drogas ou usar lúmens diferentes.

Bollerslev J, Rejnmark L, Zahn A, et al. European Expert Consensus on Practical Management of Specific Aspects of Parathyroid Disorders in Adults. Eur J Endocrinol. 2022;186(2):R33–R63. · Concentrações, mEq por ampola e vazões calculados em scripts/calc-dhe.mjs a partir das apresentações brasileiras usuais — conferir a da sua farmácia. · Infusão contínua: a faixa de referência é de 0,5 mg/kg/h de cálcio elementar, titulável até 2 mg/kg/h, com cálcio sérico monitorizado a cada 1–4 h durante a infusão (4/4 h na disfunção renal) e monitorização eletrocardiográfica contínua no arrítmico e no digitalizado; dez ampolas de gluconato 10% diluídas em cerca de 900–1.000 mL é o preparo descrito para essa faixa. O intervalo de 12 h citado acima é adaptação pragmática desta página para serviços sem laboratório rápido, restrita ao paciente estável em vazão fixa — não é o intervalo da referência.
Assintomático: via oral, e tratar a causa
aqui a pressa não ajuda; o que resolve é a vitamina D e o magnésio
Carbonato de cálcio — a apresentação usual traz 1.250 mg de sal = 500 mg de cálcio elementar (o carbonato é 40% cálcio); confira o rótulo, porque alguns produtos declaram o elementar e outros o sal
Dose: 1 a 2 g de cálcio elementar por dia, fracionados em 2–3 tomadas — ou seja, 500 mg de elementar (1 comprimido de 1.250 mg) 2 a 3 vezes ao dia · na hipocalcemia do hipoparatireoidismo, até 1–2 g de elementar por tomada, 3×/dia, ajustando pelo cálcio sérico
Sempre com as refeições — a dissolução do carbonato depende de acidez gástrica · máximo de ~500–600 mg de elementar por tomada: acima disso a fração absorvida cai, e o resto vira constipação · quem usa inibidor de bomba absorve mal o carbonato → prefira citrato de cálcio, que independe do pH e pode ser dado longe das refeições
Vitamina D: colecalciferol na deficiência simples · calcitriol 0,25–1 mcg 2 a 3×/dia quando há hipoparatireoidismo (dose inicial 0,25 mcg/dia, manutenção 0,5–2 mcg/dia) ou doença renal — o rim não faz a 1-alfa-hidroxilação, e sem calcitriol o cálcio VO não é absorvido
Corrigir o magnésio — sem ele, o PTH não é secretado nem age (ver hipomagnesemia)
Pós-tireoidectomia/paratireoidectomia: cálcio seriado nas primeiras 24–72 h — a "síndrome do osso faminto" consome cálcio com voracidade
Rever o que causa: pancreatite, rabdomiólise, transfusão maciça (citrato), bifosfonato, denosumabe, sepse
Por quê & armadilhas

A hipocalcemia refratária que não responde a ampola nenhuma quase sempre é hipomagnesemia: sem magnésio, a paratireoide não secreta PTH e o osso não responde a ele. É o mesmo mecanismo que sustenta a hipocalemia refratária, e o mesmo exame resolve os dois.

A outra causa de "não sobe" é renal: no paciente com doença renal crônica, a vitamina D nativa não vira calcitriol, e repor colecalciferol não corrige a absorção intestinal. Ali o que funciona é o calcitriol — e a decisão passa pela nefrologia.

Bollerslev J, Rejnmark L, Zahn A, et al. European Expert Consensus on Practical Management of Specific Aspects of Parathyroid Disorders in Adults. Eur J Endocrinol. 2022;186(2):R33–R63.
Dieta
a primeira linha da prescrição que todo mundo escreve no automático
Dieta conforme o quadro — via oral se desperta, deglute e não há procedimento previsto · zero se rebaixado, instável ou com via aérea em risco, reavaliando cedo · sonda enteral se o jejum passar de 48–72 h
Jejum tem data e hora — escrever o motivo e quando reavaliar. "Jejum" sem prazo vira desnutrição de terceira semana
Disfagia: triagem antes da primeira colher em qualquer rebaixamento, AVC ou pós-extubação — falhou, sonda; a medicação também passa por ela
Por quê & armadilhas

O jejum prolongado é a prescrição mais barata de escrever e uma das mais caras de sustentar: cada dia sem aporte custa massa muscular num paciente que vai precisar dela para desmamar, sentar e andar. A pergunta de visita não é "está em jejum?", é "por que ainda está, e até quando?".

Cuidados de enfermagem — a rotina que evita a segunda doença
decúbito, pele, cabeceira e oxigênio: o que não aparece na evolução até virar problema
Sinais vitais e rotina de UTI 2/2 h (espaçar conforme estabilidade) · balanço hídrico e diurese registrados
Cabeceira 30–45° — reduz aspiração e pneumonia associada à ventilação · abaixar só com motivo escrito (choque, procedimento)
Mudança de decúbito 2/2 h + avaliação diária da pele nas proeminências (sacro, calcâneo, occipital, trocânter) · colchão de redistribuição de pressão no imóvel
Curativos inspecionados por turno; datar a troca · higiene oral com antisséptico no intubado · olhos lubrificados no sedado
Fisioterapia — fisioterapia motora e respiratória desde o primeiro dia, conforme tolerância
Oxigênio conforme necessidade: SpO₂ 90–96% na maioria dos adultos · 88–92% se houver DPOC ou risco de hipercapnia. Oxigênio é droga: tem alvo, tem dose e tem excesso
Por quê & armadilhas

Estes itens não competem com a doença principal — eles decidem se o paciente sai da UTI com a doença resolvida e o corpo inteiro, ou resolvido e com uma lesão por pressão em sacro que vai custar meses. Lesão por pressão, pneumonia por aspiração e fraqueza adquirida na UTI são as três complicações que a prescrição previne com linhas que ninguém lê.

A cabeceira elevada é o exemplo perfeito: é gratuita, tem efeito documentado sobre pneumonia associada à ventilação, e é a primeira coisa que se perde quando o leito é abaixado para um procedimento e ninguém sobe de volta.

Profilaxia de úlcera de estresse — só com indicação
não é carimbo de internação: sem fator de risco, o dano supera o benefício
Com indicação: inibidor de bomba de prótons — omeprazol ou pantoprazol 40 mg EV ou VO 1×/dia, conforme padronização do serviço
Reavaliar a indicação todo dia — ela costuma sumir antes da alta da UTI, e a prescrição costuma continuar.
O preço de prescrever sem indicação: mais pneumonia associada à ventilação, mais C. difficile, e a prescrição crônica que sai junto na receita de alta
Há indicação de profilaxia? fator maior ou 2 menores
Por quê & armadilhas

Os dois fatores de risco independentes clássicos vêm do estudo de Cook: ventilação mecânica prolongada e coagulopatia. Fora deles, o sangramento clinicamente importante é raro o suficiente para que o dano da supressão ácida — pneumonia e colite por C. difficile — comece a pesar mais.

A armadilha real não é começar, é não parar. A indicação some quando o paciente extuba e a coagulação normaliza; a prescrição, não. É assim que um inibidor de bomba iniciado numa UTI vira uso crônico de anos, com a hipomagnesemia que ele causa aparecendo lá na frente, sem que ninguém ligue os dois.

Cook DJ, Fuller HD, Guyatt GH, et al. Risk factors for gastrointestinal bleeding in critically ill patients. N Engl J Med. 1994;330(6):377–381 — os dois fatores independentes. Os fatores menores vêm de consensos posteriores; não há escore validado único.
Profilaxia de TEV — pelo risco, não pelo tempo de internação
"internou, prescreve" é o erro nos dois sentidos: sobra em quem não precisa e falta em quem precisa
Farmacológica, com indicação e sem sangramento: enoxaparina 40 mg SC 1×/dia · ClCr < 30: enoxaparina 20 mg SC 1×/dia ou HNF 5.000 UI SC 8/8–12/12 h, conforme protocolo
Mecânica (compressão pneumática intermitente) quando a farmacológica está contraindicada — sangramento ativo, plaquetopenia grave, pós-operatório neurocirúrgico recente — ou somada a ela no altíssimo risco
Não somar profilaxia a quem já está em anticoagulação plena — é dose dupla sem ganho
Individualizar sempre: o escore diz se há indicação, não se este paciente deve receber.
Escore de Pádua calcular o risco de TEV
Por quê & armadilhas

O escore de Pádua foi construído justamente para separar quem se beneficia de quem só recebe: no estudo original, os pacientes de alto risco sem profilaxia tiveram cerca de 11% de TEV, contra pouco mais de 2% nos de baixo risco. É essa diferença que justifica prescrever — e que explica por que prescrever para todo mundo dilui o benefício e soma sangramento.

Duas armadilhas de plantão. A primeira é a dose fixa em quem não a comporta: no ClCr abaixo de 30 a enoxaparina acumula, e a dose profilática vira quase terapêutica. A segunda é a soma silenciosa — o paciente que já recebe heparina plena por outro motivo e ganha mais 40 mg de enoxaparina porque "está internado".

Barbar S, Noventa F, Rossetto V, et al. A risk assessment model for the identification of hospitalized medical patients at risk for venous thromboembolism: the Padua Prediction Score. J Thromb Haemost. 2010;8(11):2450–2457.

O que não prescrever

Erros que pioram o desfecho.

Tratar cálcio total baixo com albumina baixa sem checar o iônico. Cálcio EV em bolus rápido — bradiarritmia e parada. Cloreto de cálcio em veia periférica — é vesicante; prefira o gluconato. Cálcio na mesma via do bicarbonato ou do fosfato — precipita no equipo. Repor sem dosar magnésio na hipocalcemia refratária. Colecalciferol isolado no renal crônico — ali é calcitriol. E dar alta pós-tireoidectomia sem cálcio seriado.

Prescreveu — e agora?

O controle é do iônico, não do total: 4/4–6/6 h enquanto houver infusão contínua, e diário depois. Se não sobe, a sequência de perguntas é curta — magnésio, vitamina D ativa, PTH. Pós-paratireoidectomia, pense em osso faminto e some fósforo ao painel. O mecanismo completo está na página de cálcio.

Levar o caso ao assistente de conduta
Bollerslev J, Rejnmark L, Zahn A, et al. European Expert Consensus on Practical Management of Specific Aspects of Parathyroid Disorders in Adults. Eur J Endocrinol. 2022;186(2):R33–R63. Concentrações, mEq por ampola e vazões calculados em scripts/calc-dhe.mjs a partir das apresentações brasileiras usuais — conferir a da sua farmácia.